Acabei de ler esta obra. 2*.
Estas obras pseudo-metaforizantes com uma componente infantil e imageticamente pobre irritam-me solenemente. É agradável ler esta obra, mas destina-se a quem? É uma obra ou algo feito por medida? Temos o tipo de letra para facilitar a leitura, as imagens, os nomes «Nuvem Maria» e «Fio Maravilha» para os protagonistas. Que irritação!
E depois, como toque final para esta adoração de algo que nem sei bem se é literatura ou se um conto infantilizante e expandido de forma infeliz dirigido a adultos que anseiam por letras de digestão fácil, temos a sinopse:
Nem Tudo Começa com um Beijo apresenta-nos o mundo como sendo uma casa [que original!!!], que tem Cave e Sótão. A Cave são os buracos de esgoto que servem de tecto a Fio Maravilha, tal como a outros meninos que não têm para onde ir [talvez Mumbai, Nova Deli ou Calcutá?]. No Sótão fica a cidade. Nele vivem as pessoas que se cruzam nos elevadores, dizem "bom dia" e "boa tarde" mas não se conhecem. E aqui vive Nuvem Maria [irra, que se está mesmo a ver que é lá que ela vive, pois é uma nuvem...].
Neste cenário tão adverso, Fio Maravilha descobriu a paixão em Nuvem Maria. Mas este era um amor impossível: na Cave, Nuvem Maria não era desejada; no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro. Até que um dia um violento terramoto se abate sobre a cidade, alterando a rotina do seu quotidiano [mas que terramoto tão conveniente!].
E agora a estopada final, ou a legenda para quem ainda não percebeu do que o livro trata após tão aturadas descrições: Esta é uma história de amor entre dois mundos aparentemente inconciliáveis, contada em dois registos, onde as palavras e as imagens dão as mãos na construção da narrativa, e inventam uma nova forma de glorificar o amor.»
LIDO (INFELIZMENTE) EM JULHO DE 2010
Estas obras pseudo-metaforizantes com uma componente infantil e imageticamente pobre irritam-me solenemente. É agradável ler esta obra, mas destina-se a quem? É uma obra ou algo feito por medida? Temos o tipo de letra para facilitar a leitura, as imagens, os nomes «Nuvem Maria» e «Fio Maravilha» para os protagonistas. Que irritação!
E depois, como toque final para esta adoração de algo que nem sei bem se é literatura ou se um conto infantilizante e expandido de forma infeliz dirigido a adultos que anseiam por letras de digestão fácil, temos a sinopse:
Nem Tudo Começa com um Beijo apresenta-nos o mundo como sendo uma casa [que original!!!], que tem Cave e Sótão. A Cave são os buracos de esgoto que servem de tecto a Fio Maravilha, tal como a outros meninos que não têm para onde ir [talvez Mumbai, Nova Deli ou Calcutá?]. No Sótão fica a cidade. Nele vivem as pessoas que se cruzam nos elevadores, dizem "bom dia" e "boa tarde" mas não se conhecem. E aqui vive Nuvem Maria [irra, que se está mesmo a ver que é lá que ela vive, pois é uma nuvem...].
Neste cenário tão adverso, Fio Maravilha descobriu a paixão em Nuvem Maria. Mas este era um amor impossível: na Cave, Nuvem Maria não era desejada; no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro. Até que um dia um violento terramoto se abate sobre a cidade, alterando a rotina do seu quotidiano [mas que terramoto tão conveniente!].
E agora a estopada final, ou a legenda para quem ainda não percebeu do que o livro trata após tão aturadas descrições: Esta é uma história de amor entre dois mundos aparentemente inconciliáveis, contada em dois registos, onde as palavras e as imagens dão as mãos na construção da narrativa, e inventam uma nova forma de glorificar o amor.»
LIDO (INFELIZMENTE) EM JULHO DE 2010
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