4*. Um excelente livro sobre a animalidade (grotesca, por vezes), subjacente ao ser humano - uma crítica ao poder dos telemóveis (e sinais electrónicos) sobre as massas, que se convertem numa multidão desenfreada e depois em rebanhos que urge serem destruídos.
Por alguma razão cell (telemóvel) rima com hell (inferno).
1 de Outubro. Está uma tarde soalheira, a Bolsa fechou em alta, a maior parte dos aviões chega a horas, e Clayton Riddell, um artista do Maine, caminha alegremente pela Boylston Street, em Boston. Acabou de assinar um contrato para um livro de banda desenhada que lhe permitirá finalmente sustentar a família fazendo arte em vez de a ensinar. Leva consigo um presente pequeno, mas caro, para a sua mulher, e já sabe o que vai comprar ao filho, Johnny. Porque não oferecer também uma prenda a si próprio? O futuro adivinha-se radioso para Clay. No entanto, a situação vai mudar num abrir e fechar de olhos. Um fenómeno, que ficará conhecido como «O Impulso», vai provocar uma verdadeira devastação na Terra. A loucura atinge os seres humanos com a dimensão de uma epidemia, e o meio de transmissão é o telemóvel. Os sobreviventes, desesperados, vêem-se, de repente, mergulhados na era mais sombria da civilização, rodeados pelo caos, pela carnificina e por uma horda humana reduzida à sua natureza mais primitiva...
Clay e os seus companheiros, na esperança de fugirem ao pesadelo, dirigem-se para o Maine; no caminho encontram uma mensagem misteriosa: KASHWAK = SEM-TLM. Talvez uma promessa. Ou uma ameaça... Existem milhões de telemóveis no mundo. Quem não tem um? O romance avassalador, sangrento e fascinante de Stephen King não se limita à pergunta «Está a ouvir-me?» Responde-lhe violentamente.
Findei a leitura em 02/08/2010
Por alguma razão cell (telemóvel) rima com hell (inferno).
1 de Outubro. Está uma tarde soalheira, a Bolsa fechou em alta, a maior parte dos aviões chega a horas, e Clayton Riddell, um artista do Maine, caminha alegremente pela Boylston Street, em Boston. Acabou de assinar um contrato para um livro de banda desenhada que lhe permitirá finalmente sustentar a família fazendo arte em vez de a ensinar. Leva consigo um presente pequeno, mas caro, para a sua mulher, e já sabe o que vai comprar ao filho, Johnny. Porque não oferecer também uma prenda a si próprio? O futuro adivinha-se radioso para Clay. No entanto, a situação vai mudar num abrir e fechar de olhos. Um fenómeno, que ficará conhecido como «O Impulso», vai provocar uma verdadeira devastação na Terra. A loucura atinge os seres humanos com a dimensão de uma epidemia, e o meio de transmissão é o telemóvel. Os sobreviventes, desesperados, vêem-se, de repente, mergulhados na era mais sombria da civilização, rodeados pelo caos, pela carnificina e por uma horda humana reduzida à sua natureza mais primitiva...
Clay e os seus companheiros, na esperança de fugirem ao pesadelo, dirigem-se para o Maine; no caminho encontram uma mensagem misteriosa: KASHWAK = SEM-TLM. Talvez uma promessa. Ou uma ameaça... Existem milhões de telemóveis no mundo. Quem não tem um? O romance avassalador, sangrento e fascinante de Stephen King não se limita à pergunta «Está a ouvir-me?» Responde-lhe violentamente.
Findei a leitura em 02/08/2010
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