4*. Um livro pungente (muito polaco) sobre a amizade e as consequências de uma imaginação romanticamente excessiva.
Polónia nos anos do desmoronamento do regime comunista. Marysia tem 15 anos e vive num barracão com os outros seis membros da sua família numa zona rural bastante pobre. A sua vida irá alterar-se quando se muda para uma casa cedida pelo Estado, numa capital de província, uma pequena cidade mineira que se lhe afigura como uma grande metrópole.
A adolescente, ingénua e anódina, a «Menina Ninguém», é desprezada pelas suas colegas de escola e só encontrará alguma compreensão em duas das suas companheiras: Kasia [compositora] com quem iniciará uma forte amizade e Ewa [atrevida e decadente], com quem viverá uma relação não menos intensa. Estas duas amizades acabarão por transformar a «menina ninguém» que deixará para trás a infância, levando-a a confrontar-se com a sordidez do mundo adulto, onde os prazeres ambíguos da amizade resultam, por vezes, em consequências trágicas.
[A cena mais brutal ocorre perto do final do livro, quando Marysia se apercebe de que as zangas entre Kasia e Ewa são fingidas e, para elas, são como que um jogo onde a obrigam a escolher constantemente entre ambas. Neste diálogo, chamam-lhe «Menina Ninguém».].
Findei a leitura desta obra em 04-08-2010
Polónia nos anos do desmoronamento do regime comunista. Marysia tem 15 anos e vive num barracão com os outros seis membros da sua família numa zona rural bastante pobre. A sua vida irá alterar-se quando se muda para uma casa cedida pelo Estado, numa capital de província, uma pequena cidade mineira que se lhe afigura como uma grande metrópole.
A adolescente, ingénua e anódina, a «Menina Ninguém», é desprezada pelas suas colegas de escola e só encontrará alguma compreensão em duas das suas companheiras: Kasia [compositora] com quem iniciará uma forte amizade e Ewa [atrevida e decadente], com quem viverá uma relação não menos intensa. Estas duas amizades acabarão por transformar a «menina ninguém» que deixará para trás a infância, levando-a a confrontar-se com a sordidez do mundo adulto, onde os prazeres ambíguos da amizade resultam, por vezes, em consequências trágicas.
[A cena mais brutal ocorre perto do final do livro, quando Marysia se apercebe de que as zangas entre Kasia e Ewa são fingidas e, para elas, são como que um jogo onde a obrigam a escolher constantemente entre ambas. Neste diálogo, chamam-lhe «Menina Ninguém».].
Findei a leitura desta obra em 04-08-2010
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